Achas que a AGAL deve participar como coletivo na manifestaçom deste 8F?
Como certeza já sabeis para o próximo 8 de fevereiro a plataforma 'Queremos galego' tem convocada umha manifestaçom em Compostela. Por todos é conhecido que a AGAL nom faz parte desta plataforma embora tenha participado e apoiado várias das suas mobilizações como as recentes contra o decreto do galego ou no dia das letras, ambas em 2013, posto que em 2014 nom houvo manifestações deste tipo.
Sempre que a AGAL participa neste tipo de mobilizações tenta fazê-lo de um jeito positivo. Sempre com a vontade de indicar que nom só é necessário superar o status quo atual da língua na Galiza, mas também a estratégia desenhada nas últimas décadas. Achamos que em 2015, com a figura de Filgueira Valverde como homenageado no dia das letras, abre-se umha muito boa oportunidade para evidenciar isto. Ideia que, alias, temos aprovada como linha estratégica para este ano.
Diante da convocatória desta nova mobilizaçom do Conselho da AGAL temos várias questões que gostaríamos de pôr em comum com a nossa base social para poder poder construir umha reflexom coletiva e tomar a melhor das decisões. Para levar para a frente isto, e inauguramos assim umha nova etapa no que diz ao respeito dos debates internos, temos aberto um espaço da AGAL em Loomio, um software e aplicativo web para poder este tipo de precessos.
Gosto de que gostes, Bruno Vilela. E de que mo digas. E de que che sirva :)
Eu não defendo o ensino privado, Foz. O meu filho estuda na pública: tudo em euskera :)
Porém, do que se trata é de fazermos uma boa diagnose da realidade que temos na Galiza e de agirmos em consequência… É só isso.
Voltando ao debate da nossa assistência ou não como coletivo no 8F, penso que este é um muito bom momento para expressarmos publicamente as nossas diferenças a respeito do “mainstream” do nacionalismo galego.
Em primeiro lugar, porque já é de domínio publico que estamos a debatê-lo.
E em segundo lugar, porque é algo que vai sair recorrentemente no futuro. Em vista da contumácia do “mainstream”... O “ano do Filgueira Valverde” parece-me o momento ideal :)
:D alinhando com o Suso... e... sendo apenas mais uma mani sem muito mais quid do que isso afinal...
Matemos uns quantos coelhos de uma cajada só!
Bi-godismo
Bi-linguismo
Bi-lusismo
Bi-grafismo
Bi-morfismo
Bi-ludismo
Bi-nómio
Bi-sexual
Bi-gamia
Bi-face
"Bi"-you
...
Just "Bi"... "Bi"-happy!
Pois eu estou dacordo com um ensino ptivado em galego. Tem de havê-lo. Assim evitamos a sua desaparição quando entra no poder um partido reacionário. Tu de reacionário não tens nada. Mas sei do que falas, a mim também mo chamaram quando defendi esse modelo..
Enviado de Samsung Mobile
-------- Mensagem original --------
De : "Gonçales Blasco Luís (Loomio)"
Data:23/01/2015 13:18 (GMT+01:00)
Para: mmar_lopez@hotmail.com
Assunto: [AGAL] Achas que a AGAL deve participar como coletivo na manifestaçom deste 8F?
O da “sementes” é outra história. Eu quando cheguei da França defendi um modelo tipo ikastola ou Diwan bretão. Fui considerado reacionário por ir a um ensino privado. Hoje Ikastolas e Diwan estão integradas no ensino público e na Galiza descobre-se um modelo
privado quando o galego agoniza. A mim -pessoalmente- não me afecta porque o meu filho mais novo tem 26 anos. Simpatizo pois com Semente mas a minha economia não me permite colaborar e ainda me dói as que tive que ouvir em 1977 e seguintes por ser “partidário
de um ensino privado”
No dia 22 de janeiro de 2015 às 21:54, Paulo Padin (Loomio) escreveu:
A mim preocupa-me mais a eloquente diferença entre o número de pessoas que quer “galego” e o número de pessoas que quer Semente(s) que o facto da sigla AGAL aparecer ou não.
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Porém eu vou ir com a gente da AGAL as nossas faixas, e a defesa da nossa língua internacional. E tiremos sentimentos a língua e demos-lhe conteúdo e firmeza
Paulo, para que hoje haja um ensino público em eusquera teve que haver antes umas ikastolas privadas. Falo de 1977 e, evidentemente, que eu defendo o ensino público em todas as partes mas que são as Sementes? não as vamos defender?
No dia 23 de janeiro de 2015 às 23:03, abanhos (Loomio) escreveu:
Porém eu vou ir com a gente da AGAL as nossas faixas, e a defesa da nossa língua internacional. E tiremos sentimentos a língua e demos-lhe conteúdo e firmeza
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Claro Foz!
Quem pensa que defender o ensino público e Semente é contraditório assimila a realidade galega à realidade de Cuenca. “Semente” é uma necessidade, não um capricho elitista. Penso que tod@s concordamos nisso.
Por outro lado, o “toda a culpa é do Feijóo” não só é um mau diagnóstico da situação SOCIOlinguística. Também leva, inevitavelmente, devido a correlação de forças eleitorais, ao enfado permanente, à frustração paralisante.
Na minha opinião, AGAL, como coletivo, não devia validar isso.
Abraço a tod@s!
No início tinha claro o não. Além de estar de acordo com todos os argumentos contra, preocupa-me também o esgotamento do formato manifestação (e outros) porque tenho a sensação de que já estão tão marcados socialmente (como moitos dos discursos que empregamos) que nem se vem nem se ouvem fora dos nossos círculos (“boh! São ess@s do galego” ou ainda do português...). Como quem ouve chover e ficamos em uma ilha de autoconsumo.
Mas... depois de ver todo o entusiasmo na mensagem e na encenação... parece que o de menos vai ser o contexto... e pronto... ainda não sei que quero...
totalmente de acordo. É assim!
Enviado de Samsung Mobile
-------- Mensagem original --------
De : "Gonçales Blasco Luís (Loomio)"
Data:23/01/2015 23:56 (GMT+01:00)
Para: mmar_lopez@hotmail.com
Assunto: [AGAL] Achas que a AGAL deve participar como coletivo na manifestaçom deste 8F?
Paulo, para que hoje haja um ensino público em eusquera teve que haver antes umas ikastolas privadas. Falo de 1977 e, evidentemente, que eu defendo o ensino público em todas as partes mas que são as Sementes? não as vamos defender?
No dia 23 de janeiro de 2015 às 23:03, abanhos (Loomio) escreveu:
Porém eu vou ir com a gente da AGAL as nossas faixas, e a defesa da nossa língua internacional. E tiremos sentimentos a língua e demos-lhe conteúdo e firmeza
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Tenho de dizer que se de inicio nao entendi bem a logica deste debate... Mais fui gostando conforme fui lendo a gente e vendo os votos... Para alem do resultado... Acho que ha uma grande sintonia... Porque os que nao queremos ir fazemos nao por nao ir senao apenas para que este coletivo evidencie claramente o que ja... De feito esta a fazer... E a contrario... Ou pelo mesmo... Os que acham que se deve ir destacam nessa vontade de ir as reticencias e o mesmo discurso da necessidade do coletivo provar outras vias...
Saude
A só umhas horas de fechar o debate, tenho que dizer que foi realmente bom para carregar as pilhas e os ánimos. Que um 20% da base associativa se tenha inscrito no Loomio é, mesmo, encorajador.
Gostei muito, também, de quase todas as opiniões, acho que a imensa maioria som construtivas e exprimidas desde o respeito. Reconhecendo que estamos todas e todos no mesmo barco mas que por vezes é preciso refletir, e se este exercício é realizado de jeito coletivo ainda melhor.
Ainda que seja a última hora, vou mudar o meu sentido do voto para um 'de acordo' posto que, agora, mesmo acho que seria bom encontrarmo-nos e ter umha linda jornada de convívio.
Obrigado a todas e todos
Já fora de tempo, mas para aclarar algum comentario que afecta as escolas de ensino galego Semente, dizer que nos nom nos consideramos iniciativa privada, consideramo-nos iniciaria popular (nom confundir com o partido). Bem sei que a jurisdição espanhola e quasi toda europeia, nom contempla este tipo de organização social, reconhecendo unicamente o binomio publico-privado e limitando a iniciativa popular a umha recolhida de sinaturas. Nos, que creio poder dizer que temos certa tendência a insubmissom, pensamos que existe um terceiro espaço de organizaçom social além do mencionado binomio e que outras legislaçons sim reconhecem, como a venezolana. Polo tanto, ainda que neste contexto desde o ponto de vista jurídico somos considerados iniciativa privada sem ánimo de lucro (de facto somos mais privados que Las Esclavas de Jesus já que nos nom recibimos um cêntimo de dinheiro público), nos, polo jeito que temos de organizar-nos, financiar-nos... e sobre todo pola motivaçom da nossa presença consideramo-nos iniciativa popular, social ou comunitaria. Como mui bem comentava alguém nom inventamos nada novo, muitas naçons sem Estado encetarom caminhos como este há décadas. Mais nada, forte abraço a todas.
Isso é evidente Bruno, a AGAL também é privada ;) e mesmo os sindicatos :)
Um bom esclarecemento. Se todo o que nom é público é privado, teremos que falar de iniciativas lucrativas ou nom-lucrativas mas que produzem benefícios. Como é o caso da Semente.
Acho que não é importante participar como organização nesta manifestação porque não temos uns objectivos em común.Podemos propor-lhe à Plataforma convocar conjuntamente, com mais antelação, uma manifestação a favor do ensino do português nas escolas em aplicação da lei 1/2014 do 24 de março para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia. Deste jeito avançaríamos na concretização da maneira de normalizar e revitalizar a língua galega.
Amigas e amigos, agradeço ao Miguel e ao Conselho que me informassem da existência deste grupo de debate e que facilitassem a minha incorporaçom.
Acabo de ler demoradamente as mensagens. Gostei muitíssimo do clima sossegado de intercámbio de pareceres. Está infinitamente melhor do que estava três ou quatro anos atrás e essa madureza é fundamental para podermos avançar.
Noutras palavras: este clima é estimulante para participar, da mesma maneira que aquelas velhas guerras intestinas também o eram... mas para fugir.
Embora seja tarde para votar, eu manifesto aqui a minha opiniom.
1.- A respeito das formas. As 24 horas nom som nada novo. Desde julho de 2002 nunca a AGAL deixou de assistir às convocatórias. No diálogo entre entidades normalizadoras nunca estivemos num segundo plano. Tomamos a iniciativa de conversar, convidamos sempre as outras entidades a participarem nos eventos por nós organizados e assistimos sempre que se nos convidou. Mas o relacionamento foi sempre assimétrico.
Fomos convidados a secundar convocatórias "unitárias" já cozinhadas no estilo: "isto é o que há... se queres vem".
Ainda assim, nesta ocasiom eu seria partidário de apoiar, mas de fazer entrega aos organizadores dum documento escrito em que se recolham: a) as nossas críticas a esse funcionamento nada participativo; b) a advertência de que, em caso de se repetirem estas formas, nom apoiaremos mais este tipo de convocatórias.
Fique claro que proponho enviar esse escrito unicamente à entidade convocante, nunca publicá-lo no PGL nem muito menos enviá-lo aos meios de comunicaçom convencionais.
- A respeito dos conteúdos. Para mim esta é a questom fundamental, muito por cima de convocatórias pontuais. Tenho claro: ou o reintegracionismo articula umha estratégia alternativa ou o movimento em favor do idioma irá morrendo paulatinamente. Esta próxima manifestaçom é mais um episódio da "política linguística das proclamas" que nem sequer chega aos de sempre. O dinheiro vai-se em materiais fungíveis e em deslocamentos. Na tarefa de tecer essa rede alternativa desde a base, podedes contar comigo.
Gostei da argumentaçom de Suso Sanmartim que me ajuda a reafirmar-me no meu sim (que tampouco era tam sólido).